fevereiro 23, 2004

Divertimentos no Uíge

Os responsáveis pelo transporte dos militares tinha algumas preocupações em entreter aqueles milhares de jovens, para que não houvesse grandes problemas a bordo.

À tarde havia, no convés, alguns passatempos. Recordo-me das corridas de cavalos onde se apostava num de seis cavalos assinalados com números e que iam avançando casas num grande tabuleiro conforme saiam os dados.
Outras vezes faziam-se simulações de salvamento no caso de um eventual acidente.

Mas os operadores de cripto, divididos por dois camarotes, tinham outras hipótese e reuniam-se num deles a jogar às cartas e havia um pormenor engraçado. Jogava-se a dinheiro, mas só se perdia. Ninguém ganhava.
A história é simples de contar.

Os valores em jogo eram pequenos e quem perdia pagava e o acumulado era utilizado para comprar cerveja para acompanhar os petiscos que fazíamos com o que cada um levava na bagagem. Uns presuntos, umas conservas ou uns queijos, serviam de lanche entre as refeições servidas nos refeitórios do navio.
Quem ganhava nada pagava.

Publicado por Jorge Santos - Op.Cripto em fevereiro 23, 2004 09:39 AM
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