Os responsáveis pelo transporte dos militares tinha algumas preocupações em entreter aqueles milhares de jovens, para que não houvesse grandes problemas a bordo.
À tarde havia, no convés, alguns passatempos. Recordo-me das corridas de cavalos onde se apostava num de seis cavalos assinalados com números e que iam avançando casas num grande tabuleiro conforme saiam os dados.
Outras vezes faziam-se simulações de salvamento no caso de um eventual acidente.
Mas os operadores de cripto, divididos por dois camarotes, tinham outras hipótese e reuniam-se num deles a jogar às cartas e havia um pormenor engraçado. Jogava-se a dinheiro, mas só se perdia. Ninguém ganhava.
A história é simples de contar.
Os valores em jogo eram pequenos e quem perdia pagava e o acumulado era utilizado para comprar cerveja para acompanhar os petiscos que fazíamos com o que cada um levava na bagagem. Uns presuntos, umas conservas ou uns queijos, serviam de lanche entre as refeições servidas nos refeitórios do navio.
Quem ganhava nada pagava.