março 14, 2004

À procura de casa

Depois de instalados numa caserna no ComZML, começámos a preocupar-nos em tratar para que nos fosse concedido o desarranchamento e a autorização para dormir fora das instalações militares.

Eu e o Francisco Duro, porque nos unia uma amizade adquirida por uma vivência desportiva na cidade de Setúbal e por termos estudado perto um do outro, ele na Escola Comercial e eu no Liceu, havia que arranjar condições para habitarmos a mesma casa. Convidámos o Fernando Manuel Vieira Curval, do meu curso em Leiria e Trafaria, para integrar aquela “comuna” e o objectivo foi conseguido.

Com a ajuda do nosso camarada Ezequiel Rodrigues, que compartilhava uma casa com um militar dos Dragões, que tocava bateria nos Conjunto Musical «Os Mikes», conseguimos saber que havia uma casa disponível num pátio em frente aos escritórios da Aerangol.

O sitio era central. A casa era ali bem perto do café/restaurante Universo e o senhorio era um senhor Dias, se a memória não me falha, que tinha um estabelecimento de mercearia, na esquina a seguir ao Banco Comercial Português, o tal que ficava ao lado do Universo.

Chegámos a acordo com o senhorio e quando nos deu a chave fomos ver a casa e, curiosamente esta ali ficou, na parte de fora da fechadura, pelo menos até ter deixado o Luso, vinte meses volvidos.

A vizinhança neste pátio, como em toda a cidade, era pacata. Na primeira casa uma família natural do Luso, de que tenho particular recordação da filha, uma jovem, tal como nós na altura, muito bonita e simpática e um deficiente e muito doente, que acabou por falecer pouco antes de eu regressar a Portugal. Logo a seguir viviam o Ezequiel Rodrigues e o seu bateria dos Mike. A casa do meio era ocupada por um pequeno grupo de telegrafistas do ComZML, de que apenas me lembro do nome do Leitão, a quem colocámos por cima da cama um letreiro que dizia “dorme que nem um porco”. Entre esta e a minha casa residia um polícia, bom homem, que apenas tinha como defeito ser casado com uma mulher que era mais má do que as pessoas más e de que falarei num destes dias.

Tratámos de mobilar o «apartamento» e fomos a uma casa ali para os lados do Pic Nic comprar três divãs, os respectivos colchões, mantas e lençóis e a indispensável almofada.

Mais tarde, com alguma habilidade engendrei uma mesa, mais de apoio à leitura e escrita do que para refeições, porque muitas vezes comíamos nos restaurantes. Um vidro sobre um velho motor de Berliet e duas cadeiras “adquiridas” numa esplanada, definiam a zona da sala.



Eu e o Francisco Duro no meu canto, em casa


Outro canto da casa

A sala de estar

Publicado por Jorge Santos - Op.Cripto em março 14, 2004 08:32 PM
Comentários

com a vossa permissão vou deixar aqui um recado ao ivo cardoso que será vosso colega ou leitor e que me mandou uma mensagem a pedir fotos da mucaba, simplesmente o endereço dele dever ter vindo errado e eu não consigo contactá-lo, pois o server recusa as minhas mensagens.Assim se ele vos ler que repita o pedido para eu responder. Cumprimentos do Sargento Bazooka da Cart 419..

Afixado por: acácio simões em abril 21, 2004 02:52 PM

com a vossa permissão vou deixar aqui um recado ao ivo cardoso que será vosso colega ou leitor e que me mandou uma mensagem a pedir fotos da mucaba, simplesmente o endereço dele dever ter vindo errado e eu não consigo contactá-lo, pois o server recusa as minhas mensagens.Assim se ele vos ler que repita o pedido para eu responder. Cumprimentos do Sargento Bazooka da Cart 419..

Afixado por: acácio simões em abril 21, 2004 02:53 PM

com a vossa permissão vou deixar aqui um recado ao ivo cardoso que será vosso colega ou leitor e que me mandou uma mensagem a pedir fotos da mucaba, simplesmente o endereço dele dever ter vindo errado e eu não consigo contactá-lo, pois o server recusa as minhas mensagens.Assim se ele vos ler que repita o pedido para eu responder. Cumprimentos do Sargento Bazooka da Cart 419..

Afixado por: acácio simões em abril 21, 2004 02:54 PM

O Ivo Cardoso chegou.
Andei na guerra por aquelas paragens e gostava de ter fotos de Mucaba, por isso o meu apelo
Desde já o meu agradecimento

Afixado por: Ivo Cardoso em julho 24, 2004 06:51 PM

Porque só agora o Ivo Cardoso entrou em contacto connosco, enviei ao Sargento Bazooka da Cart 419, por mail, o nderço do Ivo Cardoso, pois pode não vir com segularidade a este blog, que, diga-se em abono da verdade, tem, ultimamente, poucas entradas do diário a que deitei mãos, embora a ideia de transformar estes textos em livro, a editar no próximo ano, continue de pé.
Ao Ivo Cardoso apelo para que nos dê mais pormenores de quando esteve no Luso e a que unidade pertencia.
Fico a aguardar e envio-lhe um abraço.

Afixado por: Jorge Santos em julho 25, 2004 12:22 AM