Fernando Diogo era um desenhador publicitário, natural do Lobito, que cumpriu a tropa, entre outras unidades, no ECav 403, também identificado por Dragões. Incorporado no curso de sargentos milicianos em Nova Lisboa, não teve aproveitamento e foi mandado para atirador de Panhard nos Dragões como soldado.
Neste posto, como é evidente, o vencimento não era nada que se visse e as dificuldades financeiras iam sendo cada vez maiores assim como também aumentava o número de credores.
Em determinada altura surgiu a possibilidade do Fernando Diogo ganhar uns tostões. A Feira Comercial do Luso, que teve lugar num recinto um pouco abaixo do Comando Militar, era um bom local para se afixarem uns painéis publicitários que dessem a conhecer alguns estabelecimentos que não tinham outra forma de participar no certame.
Sabendo-me também ligado à publicidade porque desde os dezoito anos de idade tinha ingressado num jornal de província, onde era obrigatório ter vocação para todos os sectores e entre eles a promoção, o Fernando convidou-me para trabalhar com ele no projecto e o atelier foi o seu quarto na residencial onde vivia com uma sua conterrânea.
Como não havia muito tempo para angariação de clientes, passámos a adoptar o sistema do facto “quase” consumado. Fazíamos uma pequena maqueta e deslocávamo-nos ao estabelecimento ou escritório do cliente que acabava sempre por gostar da proposta e aceitava que avançássemos com o anúncio em tamanho real, que tinha mais ou menos 1,20m por 0,80m. O preço era negociado conforme o entusiasmo do cliente perante a maqueta.
Nos três dias que antecederam a inauguração da Feira trabalhámos de dia e de noite e só descansávamos um pouco para ir ao restaurante almoçar e jantar. E aqui o Fernando Diogo tinha um problema. Não tinha dinheiro nem para beber um como de água, o que me levou a não aceitar qualquer dinheiro pelo trabalho que desenvolvi.
Contudo o Fernando Diogo insistiu que eu fosse o recebedor do anúncio da Aerangol e que era 2.100$00, mas ainda hoje o meu grande amigo Diogo não sabe que aquele foi o único cliente que não pagou.

Foto publicada no site dos Luenas, por Manuel Malafaia

Eu no exterior da Feira
Alô amigo. O que você sabe sobre a Aerangol ??? Meu pai era o dono dessa empresa de taxi aéreo e não sei dessa história ???
Afixado por: Vasco Manuel V.F.Corujo em junho 2, 2004 06:00 AMConcordo com o que diz o Vasco Corujo.É a 1ª vez que comento neste weblog e só vim aqui novamente porque andava á procura de Aerangol.-
O que tenho lido por aqui, são histórias de uns maçaricos, com visão unilateral de acontecimentos, vistos e vividos numa cidade, sem conhecerem Angola e que parece-me que só pretendem criar discussão e polémica, para, assim, justificarem e criar movimento no seu weblog.
Histórias como as vossas também há quem conheça muitas, e como os feijões verdes, aprenderam a comer manteiga e tiraram carta de condução.
O Manuel Corujo, não precisava de ser tratado assim, pois a sua obra, todos que lá viveram conhecem.
Como seria bom, podermos comentar os vossos escritos de uma maneira mais positiva. Espero sinceramente que assim venha a suceder, pois o vosso site começa a ser conhecido pela negativa.
Se ainda precisarem dos 2.100$00, digam. São 10 euros e cinquenta centimos...Para a altura era uma FORTUNA....Osorio.-
Gostei de ler essas historias de angola ainda por cima ligadas de alguma forma com a publicidade, quanto a angola nasci lá e vim de lá com 11 anos voltei lá em 2003 e regressei este ano e posso contar-vos muita coisa sobre esta angola que continua como sempre muito interessante.
Cumprimentos a todos os cambas de angola
Afixado por: Francisco em agosto 2, 2004 11:14 PMGostei de ler essas historias de angola ainda por cima ligadas de alguma forma com a publicidade, quanto a angola nasci lá e vim de lá com 11 anos voltei lá em 2003 e regressei este ano e posso contar-vos muita coisa sobre esta angola que continua como sempre muito interessante.
Cumprimentos a todos os cambas de angola
Afixado por: Francisco em agosto 2, 2004 11:14 PM