A moda nos anos setenta não primou pelo bom gosto e para aferirmos isto basta darmos uma olhadela pelas fotografias que nos mostram as roupas que se usavam por alturas do 25 de Abril. Mas as pessoas que viviam no Luso, militares e civis, tinham oportunidade de comprar vestuário que vinha em grandes fardos, da América, e por isso foram por nós baptizadas de “Pierre Fardin”.
Os que optavam por vestir um estilo mais clássico, que eram a maioria, escolhia modelos de camisas com os botões no colarinho, que começavam a aparecer na altura, e cores que não fossem muito espampanantes. Havia também modelos muito espectaculares, com grandes estampados, quer florais, quer de marcas de empresas americanas. Estes não caíam no goto dos militares continentais.
Sempre que tínhamos notícia da chegada de fardos às lojas, lá estavam os operadores de cripto, que era quem tinha mais disponibilidade de tempo para andar às compras e encima daqueles acontecimentos. Isto dava-nos possibilidade de sermos os primeiros a escolher e, “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é parvo ou não sabe da arte”. Claro que não se tratava de repartir mas sim de escolher e nós éramos os primeiros.
Quem nos fazia concorrência, nesta azáfama, eram as esposas dos militares que estavam aquartelados no Luso. O bom gosto feminino às vezes era suficiente para nos levarem à palma uma ou outra peça de roupa onde já tivéssemos colocado o olho. Foi com elas que aprendi a escolher as camisas inspeccionando primeiro se os colarinhos e os punhos começavam a estar puídos ou não.
Adquiri trinta e seis camisas de fardo, que não eram muitas, visto que muitos amigos, principalmente das Companhias de Comandos, que quando regressavam das operações na mata, vinham a minha casa vestir-se à civil para dar uma volta ou ir a uma farra, muitas vezes um baile no Ferrovia.
Compravam-se também casacos e calças, sendo os primeiros necessários para os bailes.
As camisas eram adquiridas a trinta escudos e, mais tarde a trinta e cinco. Um casaco custava noventa escudos.


As fotos tiradas perto do Café-Restaurante Pic-Nic e no Ferrovia, mostra roupa comprada em fardo.
Sou da Família Fardin, procuro contatos de familiares para maior informações de nossos antecedentes.
Aguardo Resposta...
Um abraço!!!
Pai: Sabino Fardin
Afixado por: Delson Santos Fardin em setembro 29, 2004 12:08 AMSou da Família Fardin, procuro contatos de familiares para maior informações de nossos antecedentes.
Aguardo Resposta...
Um abraço!!!
Pai: Sabino Fardin
Afixado por: Delson Santos Fardin em setembro 29, 2004 12:08 AMgostaria de saber se vc tem alumas peças de roupas Angolana para me mostrar é para um trabalho de escola
beijos
Estou a procura de comprar fardos de roupas usadas.
Afixado por: Edimilza em novembro 15, 2004 04:49 PMola tbm sou da familia fardin
me chamo vanessa lourenço fardin e tenho orgulho de pertencer a essa familia, moro em duque de caxias - rj
Olá, tudo bem? Me chamo Airton Junior Fardin moro em Sobradinho RS também gostaria de saber um pouco do nosso passado.
Afixado por: Airton Junior Fardin em dezembro 5, 2004 10:05 PMDevemos reparar que o "fardin" de que se fala, não passa de uma brincadeira dos militares do Leste de Angola, que baptizaram a roupa de fardo com o nome de "fardin", como se fosse do Pierre Cardin...
Afixado por: Jorge Fernando Santos em dezembro 5, 2004 11:58 PMQue engraçado tambem comprei muita roupa nessa "botique "fardex".
Afixado por: Manuela Braz em janeiro 14, 2005 01:10 AMQue engraçado tambem comprei muita roupa nessa "botique "fardex".
Afixado por: Manuela Braz em janeiro 14, 2005 01:11 AM