O Leste de Angola, sempre se disse, seria muito rico em diamantes.
O facto de existir na cidade do Luso um bonito quarteirão conhecido como a sede da Diamang, levava a que muita gente pensasse que os diamantes apareciam por ali como quem apanha ervas azedas em terreno baldio.
Quantas vezes as rodas militares não detinham nativos acusando-os de turras só porque eles, na ingenuidade de gente simples que eram, confessavam que “andavam nos pedrinha”.
Esta expressão era, para muita gente, o bilhete de identidade sonoro, a confissão, de que era turra.
Se a isto se juntava o facto de o preto não ter cartão de contratado devidamente preenchido pelo patrão, então era mais do que certo de que o “desgraçado” seria entregue aos cuidados da PIDE-DGS.
O edifício da Diamang, na rua do Café Universo, era um belo edifício de um único piso, mas, porque para lhe aceder era necessário subir pouco mais de meia dúzia de degraus, fica a ideia de que teria cave.
Largas janelas e portas transmitiam-lhe a luminosidade de um edifício moderno e acolhedor.
Desde manhã cedo eram visível, diariamente, um conjunto de empregados limpando com esmero e devoção, todos os vidos bem assim como o piso dos patamares e até do jardim envolvente.
Toda esta riqueza tinha alguma influência nas pessoas que viviam na cidade e os militares não eram alheios a essa influência.
Não se pode dizer que as conversas sobre diamantes, “feijões”, “pedras”, “pedrinhas” ou outra coisa, fosse diária, mas por vezes era tema de animadas e discretas discussões.
Sabíamos de que, como em tudo, há o falso e o verdadeiro e, isto dava-nos a segurança suficiente para que as cautelas fossem tomadas como os caldos de galinha.
Mas, havia que não se acautelasse e se atirasse de cabeça para um negócio que não era de certeza interessante para quem estava de passagem.
A mais flagrante das estórias conhecidas entre militares foi a de um alferes acabado de chegar ao luso que pensou que teria descoberto um filão e comprou uma macheia de pedras que mais não seriam de que “torrões de açúcar”...

Eu junto ao muro da Diamang

Diamang à esquerda
Estimados Srs e Sras, Muitos sucessos e felicidades. O que me traz ca e uma preocupacao que ja nao sei onde mais ir bater para ao menos minimiza-la. passo a expo-la: Procuro JOSE FRANCISCO DE FIGUEIREDO (chamado INDIANO), filho de Maria Elisa, tropa colonial no Luso (Moxico)em periodos q vao possivelmente entre 1965-1971, tez branca, com cabelos pretos lisos. Foi marido de uma Sra de nome Priscila Alberto no Luso.Grande amigo de um tipo chamado BAGASUMO.
A filha deste senhor, chama-se Doroteia Elisa Alberto e e minha mulher, esta com 33 anos de idade e a mais de 10 que ajudo-a a procurar o pai.Possivelmente tenha ouvido dizer q a filha morreu o que nao corresponde a verdade.
Estas infelizmente sao as unicas referencias q temos.
Por favor se me puder facultar os contactos q poder sobre onde localizar arquivos, se puder dar-me telefones, emails ficar-lhe-iamos muito agradecidos.
Desculpem ter entrado aqui mais precisava mesmo.
Felicidades a todos voces.