Contam-se sempre muitas histórias dos tempos de tropa. Os mais novos não apreciam que os avós relatem os bons e os maus momentos que viveram desde a recruta até ao dia em que passaram à disponibilidade.
É verdade que os primeiros dias vividos num quartel marcaram para sempre a vida do militar. A recruta era, por definição, o período de adaptação a uma nova forma de estar na vida e de preparação para a defesa da Pátria, quer se estivesse em Portugal, quer se fosse mobilizado para ir defender as colónias.
Há muitos relatos - nem tantos quanto seriam necessários – do que os nossos militares fizeram de desagradável a populações indefesas, mas também ao que sofreram na Guerra Colonial desde 1961 até 1974, mas não estão descritas muitas das situações caricatas que se viveram nas regiões, que apesar de definidas como perigosas, eram de uma pacatez de provocar sono face à falta de actividade.
Era tradicional, nos primeiros dias de tropa convencer-se o recruta a ir à arrecadação buscar a pedra de afiar as estrias. Era uma forma de humilhar quem entrava num quartel pela primeira vez, como se isso contribuísse para a amadurecimento da personalidade de alguém.
Em África também se faziam partidas aos maçaricos. Algumas vezes se deparava com gente que acabara de chegar à cidade, com uma escada às costas para ir apanhar abacaxis, como se tal fruto não fosse rasteiro, mas tudo acabava em volta da mesa de um bar com umas cervejas de permeio.
Mas havia estórias mais giras atribuindo-se o protagonismo a superiores que não mereciam a simpatia de quem era obrigado a obedecer.
Contava-se, normalmente à mesa na Pastelaria Cristália, bastante frequentada por militares dos Dragões, que um alferes daquela unidade que não recebia a unanimidade das opiniões favoráveis quando se falava em simpatia, que exigia que os praças dormissem de pijama camuflado porque não admitia ninguém à civil na unidade.
Ao alferes era atribuída a fama de grande militarista por, além de outras coisas, não permitir que os praças trajassem à paisana na cidade.
Publicado por Jorge Santos - Op.Cripto em maio 5, 2004 11:57 PMEstimados Srs e Sras, Muitos sucessos e felicidades. O que me traz ca e uma preocupacao que ja nao sei onde mais ir bater para ao menos minimiza-la. passo a expo-la: Procuro JOSE FRANCISCO DE FIGUEIREDO (chamado INDIANO), filho de Maria Elisa, tropa colonial no Luso (Moxico)em periodos q vao possivelmente entre 1965-1971, tez branca, com cabelos pretos lisos. Foi marido de uma Sra de nome Priscila Alberto no Luso.Grande amigo de um tipo chamado BAGASUMO.
A filha deste senhor, chama-se Doroteia Elisa Alberto e e minha mulher, esta com 33 anos de idade e a mais de 10 que ajudo-a a procurar o pai.Possivelmente tenha ouvido dizer q a filha morreu o que nao corresponde a verdade.
Estas infelizmente sao as unicas referencias q temos.
Por favor se me puder facultar os contactos q poder sobre onde localizar arquivos, se puder dar-me telefones, emails ficar-lhe-iamos muito agradecidos.
Desculpem ter entrado aqui mais precisava mesmo.
Felicidades a todos voces.