maio 08, 2004

Dois taxis na cidade

A cidade do Luso tinha, enquanto lá vivi, de Março de 1970 a meados de Novembro de 1971, dois taxis e ainda hoje, volvidos mais de trinta anos me questiono acerca da rentabilidade daquela duas micro empresas de transportes.

A prova de que o negócio não seria muito lucrativo está no facto de um dos proprietários se ter dedicado à restauração tendo passado a gerir, com o irmão, o Restaurante e Casa de Chá Universo, visto que o senhor Dias, saturado das noitadas que a malta ali passava, deve ter considerado que já estava entrado nos anos e que amealhara o suficiente para pensar na reforma e, certamente, rumar até Viseu, sua terra Natal.

O Luso tinha um parque automóvel considerável, com boas marcas para altura e carros relativamente bem conservados pois a quilometragem não lhes causavam grande desgaste porque os percursos eram curtos e raros.

As voltinhas que os carros davam pela cidade eram mais ao domingo do que ao dia de semana, onde apenas se colocava a viatura em marcha para ir ao cinema e pouco mais.

É certo que todas as famílias tinham automóvel mas a cidade era pequena e tudo era central.

As deslocações à cidade de Henrique Carvalho e outras localidades, processavam-se em coluna com apoio militar e aí era mesmo necessário ter viatura própria para não ter de se sujeitar a viajar no machimbombo juntamente com galinhas e outro víveres.

Mas se o automóvel era tido mais como um sinal exterior de riqueza do que uma necessidade para o trabalho ou para o dia a dia, utilizar o taxi seria coisa mesmo muito rara que nunca me lembro de ter visto na minha estada na capital do Moxico.

Numa das voltas pela cidade, acompanhado pelo Amadeu Verdasca Reis, reparei que um dos taxis estava na oficina, certamente para cuidar da manutenção, pois havia que estar sempre operacional.

Vendo o carro no “estaleiro” comentei para o meu companheiro de giro que o outro taxi é que estava a ganhar com o facto de estar sozinho na praça. Mas, com o seu grande espírito de humor, Amadeu Verdasca retorquiu: -“porquê, tem a sombra só para ele?”

Publicado por Jorge Santos - Op.Cripto em maio 8, 2004 11:49 PM
Comentários

Estimados Srs e Sras, Muitos sucessos e felicidades. O que me traz ca e uma preocupacao que ja nao sei onde mais ir bater para ao menos minimiza-la. passo a expo-la: Procuro JOSE FRANCISCO DE FIGUEIREDO (chamado INDIANO), filho de Maria Elisa, tropa colonial no Luso (Moxico)em periodos q vao possivelmente entre 1965-1971, tez branca, com cabelos pretos lisos. Foi marido de uma Sra de nome Priscila Alberto no Luso.Grande amigo de um tipo chamado BAGASUMO.
A filha deste senhor, chama-se Doroteia Elisa Alberto e e minha mulher, esta com 33 anos de idade e a mais de 10 que ajudo-a a procurar o pai.Possivelmente tenha ouvido dizer q a filha morreu o que nao corresponde a verdade.
Estas infelizmente sao as unicas referencias q temos.
Por favor se me puder facultar os contactos q poder sobre onde localizar arquivos, se puder dar-me telefones, emails ficar-lhe-iamos muito agradecidos.

Desculpem ter entrado aqui mais precisava mesmo.
Felicidades a todos voces.

Afixado por: Carlos A S Seixas em novembro 13, 2004 03:39 PM