É costume dar como princípio que os militares não terão muito (ou mesmo nada) a ver com a política, mas na prática tal não corresponde muito à verdade.
E a prova disso passa por muitas das datas que estão gravadas na nossa História se ficarem a dever a acções perpetradas por quem tem, na altura, o poder das armas.
Se nos dias que correm, e estamos a falar de trinta anos pós-25 de Abril de 1974, ficamos admirados quando os jovens, na sua maioria, pouco ou nada saberem do que foi “a acção libertadora do Movimento das Forças Armadas”, que devolveu aos portugueses a liberdade que alguém lhes tinha sonegado quase meio século antes, também não podemos ficar admirados quando encontrávamos muitos dos combatentes da Guerra Colonial que não faziam a mínima ideia do significado do dia 28 de Maio, que deu nome a tantas praças e ruas, quer do Continente, quer de cidades das então chamadas Províncias Ultramarinas.
A bem arrumada e planeada cidade do Luso, no coração do Leste de Angola, tinha, como não podia deixar de ser naquela época, um Largo 28 de Maio, que, para avivar a memória de quem ali viveu ou passou no cumprimento das suas obrigações como militar, tinha como referencial os estúdios do Rádio Clube do Moxico.
Desde os primeiros dias passados em África a nossa estada ficou marcada por ligeiros conflitos motivados pelas opções políticas que nos norteavam e que eram conhecidas por posições assumidas no 1.º de Maio, com almoços comemorativos entre os conterrâneos e diariamente demostrados pela literatura que nos ocupava o tempo e o espírito.
Dizia-nos a experiência da prática de cifra, tal como tínhamos aprendido na militância política, que por vezes eram necessárias manobras de diversão para despistar o adversário e isso foi tornado prática com “romagens” ao Largo 28 de Maio, no dia do calendário, para registar em fotografia a data e o local.
Foi assim que procedemos no dia 28 de Maio de 1970 e um ano volvido o gesto foi repetido, para que as fotografias pudessem “mostrar que o regime contava connosco”...

No Luso, no dia 28 de Maio de 1971.
Olá, como vai?
encontrei este blog pela internet e achei muito interessante, principalmente as fotos e as histórias do serviço militar nos anos 70. Sou brasileira, filha de um português que esteve na África durante a década de 70, em alguma guerrilha em Angola. Gostaria de saber em que país o senhor serviu para o exército, somente por curiosidade!
obrigada
abraços
Estimados Srs e Sras, Muitos sucessos e felicidades. O que me traz ca e uma preocupacao que ja nao sei onde mais ir bater para ao menos minimiza-la. passo a expo-la: Procuro JOSE FRANCISCO DE FIGUEIREDO (chamado INDIANO), filho de Maria Elisa, tropa colonial no Luso (Moxico)em periodos q vao possivelmente entre 1965-1971, tez branca, com cabelos pretos lisos. Foi marido de uma Sra de nome Priscila Alberto no Luso.Grande amigo de um tipo chamado BAGASUMO.
A filha deste senhor, chama-se Doroteia Elisa Alberto e e minha mulher, esta com 33 anos de idade e a mais de 10 que ajudo-a a procurar o pai.Possivelmente tenha ouvido dizer q a filha morreu o que nao corresponde a verdade.
Estas infelizmente sao as unicas referencias q temos.
Por favor se me puder facultar os contactos q poder sobre onde localizar arquivos, se puder dar-me telefones, emails ficar-lhe-iamos muito agradecidos.
Desculpem ter entrado aqui mais precisava mesmo.
Felicidades a todos voces.