É verdade que o que aqui tem lido são “histórias com visão unilateral de acontecimentos, vistos e vividos numa cidade, sem conhecerem Angola”.
Por imposição militar fui atirado para o Luena, como poderia ter ido para outro lado. Foi essa a minha missão e não contestei.
Ao relatar episódios que vivi durante os vinte meses em que estive em Angola, não pretendo outra coisa que não seja exercitar aqui o que irá ser um livro sobre a face da Guerra Colonial que eu conheci.
É atrevimento da sua parte dizer que “só pretendem criar discussão e polémica”.
É evidente que histórias como as minhas “também há quem conheça muitas”.
Não merece resposta mas sempre lhe digo que não aprendi a “a comer manteiga” em Angola e que não foi lá que tirei a “carta de condução”.
Senhor Osório. Não conheço Manuel Corujo nem o tratei mal. Relatei uma história que vivi e se por acaso a memória da Aerangol foi molestada, apresso-me a pedir desculpa aos herdeiros.
Senhor Osório. Não lhe agradeço a intenção de criticar os meus escritos de forma positiva nem negativa. Não escrevo estas histórias para receber comentários, mas sim para me obrigar a editar o livro que tenho no prelo.
Quanto ao facto deste blog ser conhecido pela negativa, tal me é indiferente.
Quanto à disponibilidade de me enviar os 10,5 euros aconselho-o a não desbaratar dinheiro.
Apesar de todo este texto, creia que nada tenho contra quem nasceu e viveu na bonita cidade do Luso, de que tenho boas recordações e onde fiz muitos e bons amigos. Que os traumas que a passagem por aquelas terras trouxe a muitos de nós, civis e militares, não sirva para nos amargurar o presente e muito menos o futuro.
Com sinceridade, receba um fraterno abraço,
Jorge Santos
Luena, 27.Junho.2004 - Responsáveis do Ministério da Saúde e da organização não governamental Visão do Amanhã (Orvisa) apelaram aos jovens da cidade do Luena a reduzirem o consumo do álcool e ocuparem os seus tempos livres com os estudos.
O apelo foi feito durante uma palestra sobre o alcoolismo realizada naquela cidade por ocasião do dia mundial de combate as drogas, que se assinalou este sábado.
No encontro, os debates incidiram-se mais sobre o consumo de álcool, principalmente pela juventude, e as suas consequências psíco-sociais, bem como para a saúde humana.
O director provincial da Saúde do Moxico, Carlos Alberto Masseca, um dos facilitadores, apontou as gastrites digestivas e a cirrose hepática como as principais doenças resultantes do uso abusivo do álcool.
Assistiram à palestra alunos de todos os níveis de ensino, trabalhadores e população em geral.
A actividade foi promovida pela Orvisa, uma organização local que tem por objectivo promover a participação activa dos jovens em actividades úteis à sociedade e apoio aos grupos vulneráveis.
Luena, 25.Junho.2004 - A ligação entre a sede municipal dos Bundas (Lumbala-nguimbo) e as comunas de Chume e Ninda, no Moxico, tornou-se fácil, a partir desta na quarta-feira, com a conclusão das obras de reabilitação da ponte baixa de madeira sobre o rio Ninda.
A reinauguração do troço, que também liga Bundas (Angola) ao Mungo (Zâmbia), será em Julho próximo e vai facilitar a entrada de angolanos que se encontram no centro de Mayucuayucua (Zâmbia), bem como as trocas comerciais entre os dois países.
Para testemunhar as obras, o comandante da 3ª região militar/Moxico, general Matias Lima Coelho "Nzumbi", foi ao terreno e louvou os esforços da companhia de engenharia do seu comando, que efetuou o trabalho.
Entretanto foram também reconstruídas as pontes sobre os rios Nengo, Luche, Luaty e Ninda, com capacidade para suportarem cerca de 50 toneladas.
As obras duraram oito meses e contaram com o apoio material do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Segundo o general Nzumbi, nos próximos dias a atenção estará virada para o troço que liga os municípios dos Luchazes e bundas.
No Moxico, a companhia de engenharia especializada em pontes baixas de madeira já reconstruiu 34 pontes e pontecos, desde 2002.
Luena, 22.Junho.2004 - Trinta jovens de diversas formações políticas e sociais da província do Moxico participam desde hoje na cidade do Luena num seminário de capacitação de formadores ambientais, promovido pela Juventude Ecológica de Angola (JEA).
A acção de formação, financiada pela Agência de Desenvolvimento da Suécia, vai durar cinco dias e visa sensibilizar a sociedade sobre a prevenção e conservação da natureza.
Durante o seminário serão transmitidos conhecimentos ligados ao tratamento da flora, fauna, combate à seca, HIV/Sida e malária.
No acto de abertura, o director provincial do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Augusto da Silva, considerou a protecção do meio ambiente uma tarefa principal para a continuidade da vida no globo.
"Esta formação vai aumentar os conhecimento dos formandos, para que estes possam, por sua vez, formar outras pessoas", frisou.
Luena, 21.Junho.2004 - Oitenta e cinco retornados vindos do Congo Democrático e da Zâmbia, dos quais, 25 crianças, de 15 anos de idade, terminaram, no Luena, com aproveitamento, o sexto curso intensivo de língua portuguesa.
A formação, promovida pelo Serviço Jesuita aos Refugiados (JRS), durou seis meses durante os quais os formandos receberam noções básicas de fala e escrita da língua portuguesa para sua fácil reinserção no mercado de emprego e comunicação.
Ao proceder ao encerramento do seminário, o director daquela instituição humanitária afecta à Igreja católica, Stefano Canu, disse que o analfabetismo é um dos maiores inimigos do desenvolvimento dos africanos.
"Angola como um país em desenvolvimento precisa de erradicar este obstáculo, sobretudo, nas crianças como continuadores, com vista a enfrentarem os desafios do futuro", disse.
Luena, 18.Junho.2004 - As dificuldades que a região Leste enfrenta serão ultrapassadas com a reabilitação urgente do Caminho de Ferro de Benguela, afirmou esta sexta-feira, no Luena, o ministro da Juventude e Desportos, Marcos Barrica, que acompanha e supervisiona trabalhos de desenvolvimento na província do Moxico.
Restauro do Caminho de Ferro de Benguela ultrapassa dificuldades da região Leste
O governante fez esta constatação no fim da visita de 24 horas ao Moxico, durante a qual avaliou o programa de melhoria e aumento de serviços básicos às populações.
Referiu que o restauro deve começar no troço Luena-Luau, que menos trabalho apresenta quanto a pontes, para depois ligar ao litoral.
Enquanto durar o estudo desta estratégia de desenvolvimento da região Leste de Angola, sublinhou, é urgente a revisão e clarificação dos incentivos fiscais, para que os empreiteiros locais possam ter maior e melhor benefício e consequente redução dos custos de produção.
Enquanto isto, o responsável constatou haver atrasos na execução física das obras por parte das empresas construtoras, devido ao transporte de materiais de construção e outros inertes de Luanda para o Luena.
Marcos Barrica recebeu garantias dos empreiteiros locais de entregar as obras em atraso até Agosto próximo, uma vez que o Governo já honrou cinquenta por cento dos compromissos assumidos quanto às empreitadas referentes ao primeiro semestre do ano corrente.
A situação das ravinas que assolam a cidade capital do Moxico, Luena, em particular, e o Leste, em geral, mereceu igualmente a atenção do dirigente, que garante manter contactos a nível central para o reatamento das obras nesta época seca.
Nesta sua visita ao Moxico, Marcos Barrica fez-se acompanhar do seu homologo dos Petróleos, Desidério Costa. (AngolaPress)