Luena, 15.Janeiro - O Hospital Municipal do Alto-Zambeze, província do Moxico carece de medicamentos essenciais desde Março de 2006, o que dificulta o tratamento dos doentes que diariamente afluem àquela unidade sanitária.
O enfermeiro chefe, Jacinto Sandeze, que prestou a informação à Angop disse que casos de malária, doenças diarreicas agudas, bronquites e tosse convulsa, consideradas as mais frequentes da região são tratados localmente.
Para as patologias complicadas, segundo ele, os doentes são transferidos para a vizinha República da Zâmbia, com custos dispendiosos para os doentes e familiares.
A situação reflecte-se nos postos de saúde que funcionam sem fármacos, o que leva os enfermeiros a passarem receitas para os doentes procurarem medicamentos nas farmácias privadas.
Por outro lado, o deficiente funcionamento da rede sanitária da periferia, segundo o responsável, provoca maior afluxo de pacientes no hospital municipal que em média regista 165 consultas por dia.
Com a capacidade de 60 camas, o Hospital Municipal do Alto-Zambeze, conta com mais de 50 enfermeiros e quatro médicos coreanos especializados em medicina, pediatria, ortopedia e cirurgia.
Para cobrir a rede sanitária do município, com uma extensão territorial de 43.259 quilómetros quadrados e cerca de 100.000 habitantes, são necessários 290 técnicos de enfermagem.
Notícia AngolaPress
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