Menongue, 16.Julho - A campanha de registo gratuito de 36 mil crianças dos zero aos 17 anos de idade refugiadas vindas recentemente da Zâmbia e Namíbia, residentes na província do Kuando Kubango, foi lançada hoje em Menongue, pelo secretário da direcção do governo, Miguel Dala “Popular”.
No acto de lançamento, realizado no bairro Terra Nova, arredores da cidade de Menongue, onde habita mais de mil refugiados vindos da Zâmbia, o secretário, em representação de João Baptista Tchindandi, governador do Kuando Kubango, sublinhou que a acção visa permitir que tenham de identidade como angolanos.
Salientou que, a actividade pretende assim registar todas as crianças refugiadas sem documentação aos menores e aos jovens bilhetes de identidade, como recentemente foi solicitado pelos refugiados pelo governo da província, por ocasião das comemorações do 22 de Junho, Dia Consagrado aos Refugiados.
Miguel Dala frisou que se houver ainda petizes por se registar no fim do processo, marcado para Dezembro próximo, o ACNUR e os membros integrantes do projecto, Minars e Ministério da Justiça, estarão disponíveis a prolongar a acção até abranger mais beneficiários, tendo apelado os encarregados levar os filhos aos brigadistas, para ajudarem no alcance do objectivo traçado.
O delegado da justiça no Kuando Kubango, Mateus Bonifácio Dala, garantiu que as condições logísticas, materiais e técnicas já estão criadas, estando mobilizadas 50 brigadas compostas, cada, por sete brigadistas.
Segundo fez saber que, apesar de estarem reunidas as condições mencionadas, ainda assim debatem-se com a carência de meios de transportes para os restantes municípios, mas que o processo vai já abranger a orla fronteiriça com a Namíbia.
O soba do Terra Nova, João Cassela, ao falar à Angop, disse estar muito satisfeito com o projecto do governo em registar os menores dos refugiados, porque assim está disponível em prestar o seu real papel de ajudar a solucionar as principais dificuldades que atravessam, desde a falta de escolas, postos de saúde e água potável.
Enfatizou que, o processo em causa vai permitir dar a identidade real angolana, na sua localidade, de 320 menores do sexo masculino e 330 do sexo feminino, dos zero aos 17 anos de idade, que antes não possuíam um documento que lhes identificam-se como cidadãos angolanos.
Notícia AngolaPress
Publicado por Jorge Santos - Op.Cripto em julho 16, 2007 09:53 PM | TrackBack