junho 11, 2009

Ex-combatentes reúnem-se no 1.º congresso após o 25 de Abril

“Há falta de apoios”

O XVI Encontro Nacional de Combatentes, realizado ontem junto ao Monumento do Combatente em Belém, Lisboa, em comemoração do Dia de Portugal, serviu de antecipação ao primeiro congresso de combatentes realizado após o 25 de Abril de 1974. O congresso, a decorrer hoje, servirá, segundo a organização disse ao CM, "para debater a falta de apoios com que a classe se debate".

O presidente da Federação Portuguesa de Associações de Combatentes é o rosto desta reunião. "O último encontro de combatentes foi feito em 1973, e na altura decidiu-se por um apoio à continuação do conflito ultramarino. Agora o que queremos não é falar em guerras", referiu António Ferraz, militar na reserva que foi capitão-miliciano em Moçambique entre 1972 e 1974.

No encontro de hoje, que decorre no Fórum Lisboa, "devem reunir-se entre 200 a 500 participantes", segundo António Ferraz, que vão discutir "assuntos da vida dos combatentes".

"Há falta de apoios aos ex-combatentes. Estamos preocupados com a Segurança Social, assim como com o apoio na doença a incapacitados", concretizou o presidente. De resto, apenas "a Liga dos Combatentes dispõe de um lar da terceira idade", concretizou.

Também o tenente-general Tomé Pinto, presidente da comissão executiva do XVI Encontro Nacional de Combatentes, acusou ontem os sucessivos governos de "falta de coragem" no reconhecimento de "coisas tão simples e merecidas" como a contagem do tempo que os ex-combatentes passaram na guerra para efeitos de reforma. "O tempo passado na guerra foi difícil e de luta e devia contar a dobrar ou a triplicar", concluiu.

In «Correio da Manhã»

Publicado por Jorge Santos - Op.Cripto em junho 11, 2009 10:18 PM | TrackBack
Comentários

Como não fui convidado para este XVI Encontro, aproveito esta oportunidade para dar a minha opinião sobre uma injustiça (criada pelo ex-ministro Paulo Portas)que estão a cometer com alguns ex-combatentes e que é a seguinte:
-Quem está reformado e está entre os 50 e 65 anos, mesmo os que têm uma boa reforma, recebem o dito cujo subsídio.
- Os desgraçados dos ex-combatentes que não estão reformados, principalmente os que estão desempregados e os que trabalham e cujo vencimento é pouco mais do que o ordenado mínimo, não recebem nada.
Porquê esta divisão e injustiça?
É altura de exigirmos tratamento igual para todos e por isso o subsídio tem de ser igual para todos quer estejam ou não reformados.

Afixado por: Macedo em junho 12, 2009 10:25 AM
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